segunda-feira, 20 de junho de 2011

Uma diferença que faz toda a diferença

Nunca mais tinha assistido o CQC por achar que o programa estava excedendo a dosagem de sensacionalismo, mas hoje Guga foi passar os canais e acabou ficando nele. Foi ao ar uma matéria bem interessante. Puseram um dos integrantes em algum lugar dos Estados Unidos, que não me recordo o nome no momento, e outro aqui no Brasil, em São Paulo, para provocar situações inusitadas e ver a reação das pessoas.

Uma dessas situações foi num restaurante, onde os integrantes, é claro que devidamente disfarçados, principalmente o que fazia a pesquisa no Brasil, pediam a pessoa(s) de uma mesa para provar a comida para ver se valia a pena também pedir um prato nesse restaurante. Outra situação foi numa banca de revista: aqui eles chegavam normalmente, perguntavam o valor da revista, que ao ouvir a resposta diziam ser muito cara e, então, sentiam-se no direito de abri-las e tirar fotos de páginas pelo celular.

Em ambos os casos acima citados, as reações foram parecidas em cada país: no Brasil, as vítimas reagiram ao abuso de modo mais rápido do que nos Estados Unidos; neste, em alguns momentos, as vítimas sequer tiveram reação, de tão sem graça que ficaram. E, vale ressaltar, na situação da banca de revista, houve uma discrepância de reações também no primeiro momento do atendimento, pois o atendente brasileiro respondeu com certa impaciência à pergunta do "cliente", mandando que ele visse o preço na etiqueta que estava na revista, enquanto que o americano, além de responder, deu um tipo de sinopse da revista!

Nem todo mundo entende a certa implicância que tenho em geral pelo povo brasileiro e esse post definitivamente não visa explicar, mas de repente... O que pude absorver dessa matéria foi que somos tão acostumados a sermos sacaneados por nossos pares que já somos bem calejados, ao contrário do povo americano. O fato de a reação brasileira contra os absurdos da matéria ter sido a mais rápida demonstra que nosso reflexo é maior nessas situações, o que, a meu ver, implica em dizer que passamos mais por situações do tipo e que acabamos ficando mais bem treinados, no geral.

Longe de mim dizer que os americanos são santos, mas acredito que não há dúvidas de que a cultura de lá dê bem menos brecha a incômodos do tipo, pois atitudes bem menos invasivas do que essas, como um simples olhar duradouro destinado a uma pessoa, já são consideradas inadequadas. Sei que esse não é considerado um bom comportamento por todos: há quem prefira o calor brasileiro, mas euzinha aqui simplesmente adoro esse estilo americano e talvez europeu. Pode até parecer não ter a ver para alguns, mas é esse comportamento, provavelmente considerado extremo por povos como nós, que acredito que influencie no combate do desrespeito ao próximo e traga o bom convívio, diminuindo atitudes como a do caso de mau atendimento do atendente da banca de revista brasileira.

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